quinta-feira, 14 de outubro de 2010

...e muda-se o regulamento.

Muitas bolas... muito treino

      Terminada a competição, ânimos não mais tão exaltados, falemos sobre o nosso grandioso espetáculo do esporte: O vôlei brasileiro. Não por acaso se tornou o time a ser batido (não diria imbatível, pois esse nunca existirá), a começar pela maneira como é dirigido: profissionalmente. Trabalho em equipe, comprometimento, disciplina, bons hábitos, liderança, superação, treinamento, cumplicidade, são alguns dos motivos que levaram a geração comandada por Bernardinho a obter em 349 jogos, 313 vitórias e 23 títulos em 10 anos como treinador da Seleção Brasileira. E um cara aberto à renovação, tem sempre alguém surgindo no seu time. A garotada corre atrás porque sabe que será aproveitada se tiver competência.
      Mas nem tudo são flores, nesse último título conquistado por ele, o tricampeonato mundial na Itália, alguns querem manchá-lo, ao acusar o time de entregar o jogo contra a Bulgária para entrar numa chave mais fácil na sequência da competição. Ora, não sejamos hipócritas, competição requer estratégias, como o próprio Bernardinho cita em duas de suas memoráveis frases (frases que merecem uma futura postagem especial):   


 “A roda se movimenta sobre a estrada do planejamento rumo a um objetivo, uma meta” e
"É importante ter metas, mas também é fundamental planejar cuidadosamente cada passo para atingi-las."

Só falta entrar em campo
      Não que isso seja a qualquer custo, mas quem já não entregou uma pedra no jogo de damas para ganhar duas na frente? Quem deve ser punida é a FIVB, não as equipes. Ela elaborou um campeonato nitidamente para beneficiar ao time da casa, no caso a Itàlia, e se, ao longo dele várias equipes usaram do mesmo artifício de perder para obter um melhor posicionamento na fase seguinte, porque o Brasil não se utilizaria também desse recurso? É diferente quando um atleta perde para beneficiar um terceiro, como aconteceu na Fórmula 1. Aqui, o treinador perdeu para se beneficiar. Com a derrota evitou não só adversários mais fortes logo a seguir, como também evitou deslocamentos maiores para outras cidades. Questão de planejamento em benefício próprio, para um objetivo maior que era a conquista do título. Além do mais, tinha um levantador machucado e o outro com febre. Arriscar colocá-lo e piorar seu estado de saúde? E depois quem seria o levantador do time se isso viesse a acontecer? 
      Quantas vezes vimos clubes de futebol escalarem times mistos para poupar jogadores? E por essa decisão prejudicaram terceiros. E as discussões nesses casos nunca foram a ética ou a legitimidade das decisões, e sim, se valia ou não a pena priorizar essa ou aquela competição. 

23º peixinho na era Bernardinho
      Parabéns vôlei masculino, vocês merecem essa conquista, são exemplos para esses jovens que almejam um lugar num podium da vida. Esse título não foi conquistado por acaso, por trás dele, existem: dedicação, sofrimento, distância da família, dor, treinamento até à exaustão, etc... 
     Paremos então com a hipocrisia...e muda-se o regulamento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário