segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Planejamento zero!

      Para o torcedor do Flamengo, começar o ano é sempre dramático. Entra ano e sai ano, o que sempre presenciamos e provavelmente presenciaremos novamente em 2011 será um Flamengo desorganizado no início da temporada; com contratos não renovados 
(casos atuais de Marcelo Lomba, David Braz, Angelim, Léo Moura, Juan, Léo Medeiros, Pet, Cristian Borba e Diogo, todos com contratos que terminam no final do ano, e ninguém ouviu falar em renovação); com jogadores insatisfeitos por não terem ainda sido procurados pela diretoria para a renovação; e essa, ainda sem qualquer planejamento para contratações visando a nova temporada.       
      E para finalisar, quando estivermos prestes a começar o próximo campeonato, farão uma correria desenfreada para inscrever jogadores comprados às pressas, sem um mínimo de critério; contratando o que restou no mercado de forma equivocada; e a torcida mais uma vez refém de um time que se achará bom e que não passará de sofrível. 
      No Flamengo planejar e  executar para depois obter bons resultados, não faz parte das suas administrações. Estes são conceitos básicos, mas parece que o planejamento por lá entra pela porta dos fundos. E o resultado foi esse que presenciamos em 2010: nenhum título e quase rebaixado.
      É sempre assim, é só esperar pra ver.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

E...domingo tem jogo!

      E assim, cai mais um favorito (?). Aquele jogo que o Felipão disse que nem sabia que tinha no domingo, parece que terão que avisá-lo. Ou então entrará logo de férias. Aprenda Felipão, se você tem uma galinha em casa, espere primeiro ela botar o ovo pra depois comê-lo.
Terá ele confundido o adversário?
      E agora ele diz que foi uma vergonha o que aconteceu. Vergonha porque? Pensou que jogaria contra alguns bonecos verdes? Será que ele não sabia que tinha um outro time jogando? Vergonha perder para o Goiás? Quando você dá duas declarações como essas: uma antes se achando classificado e portanto "sem saber que jogaria no domingo" e outra  depois se dizendo envergonhado de ter perdido, está na verdade menosprezando o adversário. E aí é que estão os erros na derrota. Menosprezar significa achar que não precisa jogar muito pra ganhar; achar que a vitória sairá a qualquer momento; que o seu time é superior e que isso basta; é esquecer que o jogo é jogado; e que são onze de cada lado e duas redes para serem balançadas. Não foi o Palmeiras que perdeu e sim o Goiás que ganhou.

      Pra não sair do Palmeiras, vou relembrar algumas partidas que deveriam ter sido mostradas para o Felipão, para que fosse lembrado na preleção aos seus comandados com base no óbvio do futebol: não se ganha jogo de véspera.

1978 - Campeonato Brasileiro - O Palmeiras perdeu os dois jogos da final do Brasileirão por 1 a 0 para o  Guarani com Careca e tudo; e o Bugre nada tinha conquistado na vida antes.
1986 - Campeonato Paulista - 10 anos sem títulos e na decisão em 2 jogos com a Inter de Limeira, empatou o 1º em 0x0 e perdeu o 2º por 2x1.
1990 - Campeonato Paulista - O Palmeiras não foi à final porque precisava vencer a Ferroviária na última partida da segunda fase e não passou de um empate sem gols e a vaga ficou com o Novorizontino, que fez a decisão contra o Bragantino.
2002 - Copa do Brasil - Em 2 jogos com o ASA de Arapiraca, perdeu o jogo de ida por 1x0, e venceu o o de volta por 2 a 1, sendo eliminado do torneio.
2004 - Campeonato Paulista - Contra o Paulista de Jundiaí, empatou em 1x1 e 3x3 e foi eliminado nos pênaltis com Lucio, Nen e Élcio desperdiçando para o Palmeiras.

      A história do futebol mostra que qualquer que seja o adversário, devemos sempre jogar nossas vidas dentro de campo, porque do outro lado, estão fazendo o mesmo. Ainda mais contra um time que está matematicamente rebaixado no campeonato brasileiro e precisa dar uma satisfação para sua torcida que é apaixonada. 
      Felipão, não se envergonhe de ter perdido, credite ao adversário o merecimento da vitória. Se envergonhe sim, das declarações dadas antes e depois do jogo. 

      E agora dirá o que para os atletas? Que tem jogo domingo?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ilógica do futebol! Mas, existe lógica?

      Nessa reta final do campeonato faço aqui o papel de puro palpiteiro. Pra ódio de uns e delírio de outros. Nesse troca- troca de posições na tabela e essa constante perda de pontos dos times do G3 (Libertadores) para times que nada mais disputam ou são do Z4 (rebaixamento), nos levam a brincar um pouquinho com a simulação dos jogos que faltam.  Curiosamente eles têm ganhado os clássicos.

      Com duas rodadas para terminar, me permito congecturar alguns resultados levando-se em conta que:

  • "Clássico é barbada";
  • "Contra time de baixo é osso";
  • Vamos considerar apenas como sendo sempre resultados simples, ou seja, 0x0 ou 1x0.



       Assim, na 37ª rodada não teremos nada de significativo: 
 
Cruzeiro 1 x 0 Flamengo;
Corinthians 1 x 0 Vasco; 
Fluminense 1 x 0 no Palmeiras.

      Nada muda. E aí é que vem a grande virada cruzeirense.

      Na 38ª rodada 
o coringão empata com o Goiás em 0 x 0, 
o tricolor empata com o Guarani em 0 x 0 
e a raposa ganha do Palmeiras de 1 x 0

      Cruzeiro e Fluminense ficariam com 69 pontos e o Corinthians com 68. No 1º critério de desempate que é o número de vitórias, o Cruzeiro passa a ter 20 contra 19 do Fluminense.

Pronto: Está definido o Campeão Brasileiro de 2010:
                       
                                   
     Cruzeiro Esporte Clube.

Claro gente, é ilógico. Mas existe lógica no futebol?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A taça tá quente!

A taça está pegando fogo e à deriva.
      É incrível como ninguém quer pôr a mão na taça. Parece que a taça tá queimando, querendo pegar fogo. Quando a gente pensa: agora vai... vai nada. Vai é cada vez mais pro outro lado. Que lado? O outro que na próxima rodada vai te mandar de volta. Chega a ser engraçado. É melhor os analistas do futebol darem uma pausa nos seus 'achismos', porque, mesmo sendo 'achismo', estão longe de acharem o que realmente vai acontecer. 
      Até o Washington tá achando melhor não fazer gol. Quer dizer, até faz, mas em impedimento. Decididamente ninguém quer ser campeão. É melhor pegar a taça, colocá-la numa caixa e, em 2011, nem precisa fazer outra. Usa essa mesmo. 
      Isso se o problema não for da taça. Se for, então é melhor jogá-la ao mar por precaução. Um banho de àgua com sal não vai fazer mal.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dever de casa é pra ser feito.

      Me lembro da época de escola, quando o professor pedia o dever de casa, e, por algum motivo, eu não havia feito, fazia 'cara de aé', sem saber o que dizer, já pensando nas consequências.  Podia ser uma bronca ou até uma suspensão. E se fosse suspenso, corria o risco de não fazer a prova e ir pra recuperação.
O gol do Goiás, pra desespero da torcida tricolor.
      Dei esse exemplo para compará-lo ao Fluminense após essa 35ª rodada. Quando tudo parecia perfeito, um simples dever de casa pra ser feito, ele vai a campo e não o faz. E agora corre o risco de não passar de ano. O Muricy escalou um time "novo" com a volta de Deco e Fred, ambos sem ritmo algum de jogo. Deco jogou mal e o Fred correu muito, mostrou disposição, nada mais do que isso. E essa escalação ainda obrigou o Conca, melhor jogador do time no campeonato, a jogar de forma diferente da que vinha jogando. 
      O Fluminense jogou como se o tempo todo faltassem 5 minutos pra acabar o jogo. Faltou calma, tranquilidade pra jogar o futebol que o trouxe até aqui. Mas não podemos culpar o Muricy, se não escala o Deco e o Fred e perde o jogo, seria crucificado. Resta agora ir pra recuperação. Só que agora não depende mais só de si. Leva pro currículo mais uma lição: em reta final de campeonato não pode deixar de fazer o dever de casa.
     Agora, jogou a responsabilidade pra cima do Corinthians que ganhou um clássico difícil, elevando o moral dos jogadores.
Fenômeno bate e converte o pênalti pra alegria dos corinthianos.
      Por mais que a arbitragem tenha causado polêmica, o que importa para os atletas são os três pontos obtidos. A diretoria vai ter que saber administrar o lado psicológico dos seus jogadores para evitar o clima de já ganhou que certamente virá dos torcedores.
      Ao cruzeiro resta ganhar tudo e torcer para Fluminense e Corinthians se perderem pelo caminho.



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Perigo! Fórmulas!

      É sempre a mesma ladainha quando estamos chegando no fim do campeonato: acusações de que times de um Estado irão entregar o jogo pra desfavorecer outros do mesmo Estado; torcida pedindo para que isso aconteça; clubes entrando com equipes mixtas para poupar jogadores para outra competição.

      A fórmula de disputa favorece esse tipo de especulação. Deveríamos ter uma decisão com semifinal e final, assim acabaríamos com isso. Sempre vão haver decisões em cima e embaixo da tabela quando o campeonato estiver terminando. E, pedir para um time se motivar quando não está disputando nada contra outro que está disputando tudo é pedir demais. Ninguém vai botar o pé numa dividida em final de temporada sem valer nada. Clube poupar jogadores porque está disputando sua vida em outra competição não pode ser crucificado. É interesse próprio e não de terceiros.
      A torcida pedir para o time perder é normal, ela está na sua paixão aflorada, não quer ser sacaneada no trabalho, na rua, no bairro onde mora. Fazer uma análise crucificando a torcida, como se ela não tivesse carater por causa disso é exagero. O que não pode é o clube compactuar dessa opinião e dar ordens para que isso aconteça.
      Eu não entendo são os dirigentes que vivem do futebol, respiram o futebol, participam do futebol e ainda não aprenderam como se organiza o futebol. São incapazes de elaborar uma simples fórmula de disputa. Se fosse a primeira competição da vida deles, seria normal o erro, mas já tivemos um milhão de competições com inúmeras fórmulas já testadas. Não é possível que não se chegue a uma que seja razoável.
      Já temos tantos problemas pra consertar no nosso futebol, que muitas vezes já é tão atormentado por malas brancas e pretas; juízes acusados de favorecimentos, etc... Precisamos de dirigentes que façam só o bem pro futebol, que tenham competência para gerir e que consigam ao menos criar uma fórmula que funcione e as discussões  se foquem exclusivamente pra dentro das quatro linhas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A taça tá quase com novo dono!

      Como já dito aqui neste espaço, dependendo da caminhada nessa reta final, essa semana seria decisiva com o clássico entre Corinthians e Cruzeiro. Do jeito que chegaram até aqui, quem perder estará praticamente fora da disputa. Uma derrota deixará apenas dois na briga. 
      O Corinthians está com um time bastante entrosado, um goleiro que resolveu mostrar porque conseguiu a vaga de titular e vem embalado com a vitória sobre seu rival São Paulo. O Cruzeiro, que vinha numa ascensão, de repente tropeçou e no último jogo contra o vitória, ganhou sofrido, com muita dificuldade e ainda com um gol contra. Mas na altura do campeonato, não se pode menosprezar ninguém. O Cruzeiro tem um Montillo numa excelente fase, capaz de decidir a qualquer momento e o Corinthians com Bruno Cesar e as voltas de Dentinho e Ronaldo, esse embora bem acima do peso, causa bastante preocupação à defesa adversária.
      O Fluminense com um ponto de vantagem precisa ganhar de qualquer maneira do Goiás. Tarefa que não parece muito difícil, visto que o Goiás no 2º turno foi o time que mais perdeu, 19 vezes. O jogo é no Rio de Janeiro, com a torcida do Fluminense em peso para empurrar o time e está contando com a 'sorte de campeão': bolas na trave, gols de reservas, substituições iluminadas do Muricy e vencendo jogos nem sempre jogando bem.
       Se houver empate no clássico e o Fluminense fizer o dever de casa, ficará com 3 pontos de vantagem faltando apenas 3 rodadas para o fim. E convenhamos, pegará o São Paulo que já não disputa nada, o Palmeiras com time mixto por causa da copa sul-americana e por último pega o Guarani em casa. E ainda ao que parece, contará com as voltas de Fred, Emerson, Deco e Diguinho. Acho que a taça está encaminhando para sair das mãos do Flamengo, mas para continuar no Rio de Janeiro.

Nota enviada após postagem: Pra melhorar ainda mais o lado do Fluminense, o STJD acaba de punir Corinthians e Palmeiras pelos incidentes ocorridos, logo após o término do último jogo entre eles. O Corinthians não poderá enfrentar o Vasco no Pacaembu e o Palmeiras não poderá realizar suas partidas contra o Atlético-MG e Fluminense no estádio também. É bom salientar que cabe recurso. Vamos esperar.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os Flintstones, só dentro de campo!

      Quando se trata de competição, independente do esporte, precisa-se existir regras, com as quais procura-se obter um resultado justo ao final do evento. Por si só, infelizmente, as regras não atingem a plenitude do seu objetivo. Foi criada então a figura do árbitro, que, com a regra na mão e de forma independente e imparcial pudesse tornar legítmo o resultado. Pronto, resolvido. Aí é que está o problema, não resolveu. Esqueceram de avisar a quem criou a figura do árbitro, que ele é um ser humano e por isso erra.
      Foi aí que alguns esportes, ao perceberem que o olho humano não seria suficiente para proporcionar um resultado justo, através dos seus dirigentes, buscaram o olho eletrônico. Foi assim com as corridas de cavalo, tênis, fórmula 1, atletismo, natação e outros.
      No futebol parece que seus dirigentes assistem até hoje Os Flintstones. Parece...mas pelo que observamos, os carros que usam não são movidos a pedaladas, nem os hotéis que se hospedam pelo mundo são cavernas. Ao contrário, andam de jatinhos e limousines, usam a internet, e, os hotéis...bem, esses tem estrelas sobrando, com tudo do bom e do melhor. Idade da pedra só dentro de campo.
      Os argumentos dos velhinhos da FIFA, não convencem: tempo de jogo, ritmo da partida e autonomia do árbitro. Uma partida de tênis dura em média 2 horas, podendo um jogo chegar a mais de 5 horas e nem por isso a tecnologia deixa de ser usada nos lances polêmicos. A pergunta que se faz é: Para o bem do esporte, é melhor perder-se alguns segundos e sermos justos ao final da partida com um legítimo ganhador ou termos um falso vencedor em prol da polêmica? 
      Uma empresa particular fez algums testes colocando câmeras  nas traves e chips na bola e deram resultados, mas a FIFA rejeitou a ideia.
      Agressões dentro de campo, gols, impedimentos e pênaltis, mal anulados ou validados de forma equivocada parece que continuarão a fazer parte do cotidiano do futebol, desclassificando equipes injustamente de competições as quais gastaram milhões para participarem. Isso porque simplesmente alguns poucos que comandam tudo dentro do futebol acham justo ou talvez achem INTERESSANTE que continue assim, por algum motivo que a nossa vã filosofia não consegue explicar.