quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os Flintstones, só dentro de campo!

      Quando se trata de competição, independente do esporte, precisa-se existir regras, com as quais procura-se obter um resultado justo ao final do evento. Por si só, infelizmente, as regras não atingem a plenitude do seu objetivo. Foi criada então a figura do árbitro, que, com a regra na mão e de forma independente e imparcial pudesse tornar legítmo o resultado. Pronto, resolvido. Aí é que está o problema, não resolveu. Esqueceram de avisar a quem criou a figura do árbitro, que ele é um ser humano e por isso erra.
      Foi aí que alguns esportes, ao perceberem que o olho humano não seria suficiente para proporcionar um resultado justo, através dos seus dirigentes, buscaram o olho eletrônico. Foi assim com as corridas de cavalo, tênis, fórmula 1, atletismo, natação e outros.
      No futebol parece que seus dirigentes assistem até hoje Os Flintstones. Parece...mas pelo que observamos, os carros que usam não são movidos a pedaladas, nem os hotéis que se hospedam pelo mundo são cavernas. Ao contrário, andam de jatinhos e limousines, usam a internet, e, os hotéis...bem, esses tem estrelas sobrando, com tudo do bom e do melhor. Idade da pedra só dentro de campo.
      Os argumentos dos velhinhos da FIFA, não convencem: tempo de jogo, ritmo da partida e autonomia do árbitro. Uma partida de tênis dura em média 2 horas, podendo um jogo chegar a mais de 5 horas e nem por isso a tecnologia deixa de ser usada nos lances polêmicos. A pergunta que se faz é: Para o bem do esporte, é melhor perder-se alguns segundos e sermos justos ao final da partida com um legítimo ganhador ou termos um falso vencedor em prol da polêmica? 
      Uma empresa particular fez algums testes colocando câmeras  nas traves e chips na bola e deram resultados, mas a FIFA rejeitou a ideia.
      Agressões dentro de campo, gols, impedimentos e pênaltis, mal anulados ou validados de forma equivocada parece que continuarão a fazer parte do cotidiano do futebol, desclassificando equipes injustamente de competições as quais gastaram milhões para participarem. Isso porque simplesmente alguns poucos que comandam tudo dentro do futebol acham justo ou talvez achem INTERESSANTE que continue assim, por algum motivo que a nossa vã filosofia não consegue explicar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário